A rede varejista Casas Bahia reduziu em 40,5% o estoque usado como garantia de suas dívidas e demitiu 4,6 mil funcionários entre abril e agosto de 2026. Os dados constam em uma perícia determinada pela Justiça no processo de recuperação judicial da empresa, que acumula prejuízo contábil de R$ 17,3 bilhões. As informações são da Gazeta do Povo.

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O estoque oferecido aos credores caiu de R$ 3,18 bilhões para R$ 1,89 bilhão no período analisado. Segundo a perícia, se os credores retirarem as mercadorias, a operação não pararia imediatamente, mas 65 produtos poderiam ficar sem oferta. Uma das lojas fechadas fica em Sarandi, no Paraná.

Apesar dos cortes, a maior parte da rede continua funcionando. Das 744 lojas, 735 permanecem abertas, e 25 dos 29 centros de distribuição seguem em operação. A fábrica Bartira e as vendas pela internet funcionam normalmente. A empresa já havia anunciado o fechamento de 298 lojas durante a reestruturação.

A companhia mantém 765 imóveis alugados, com despesas mensais de aproximadamente R$ 66 milhões. Sete lojas já receberam decisões de desocupação e perda de posse, em Itaúna (MG) e Sarandi (PR). O laudo registrou avisos de corte de energia em 22 unidades e na fábrica Bartira, além de R$ 42 milhões em contas de infraestrutura digital em aberto.

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No pedido de recuperação judicial, a Casas Bahia declarou passivo de R$ 17,32 bilhões, distribuído entre cerca de 28,8 mil credores. Os dez maiores credores concentram pouco mais da metade da dívida. Em agosto, entraram R$ 999,2 milhões no caixa da empresa. A perícia estimou necessidade de reforço de capital de até R$ 257,1 milhões no momento mais crítico.

A crise é resultado de anos de dificuldades financeiras. Em 2024, a empresa renegociou cerca de R$ 4,1 bilhões por meio de recuperação extrajudicial. No ano seguinte, a Mapa Capital passou a controlar 85,5% da companhia. No segundo trimestre de 2026, a Casas Bahia registrou prejuízo contábil de R$ 10,1 bilhões. A rede foi procurada, mas não se pronunciou sobre os resultados da perícia.

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