Economia

Casas Bahia fecha 298 lojas e demite até 3 mil funcionários no país

Ilustração sobre economia e finanças com a logo da Tribuna do Paraná no canto superior esquerdo. A imagem mostra moedas empilhadas, uma calculadora, cédulas de real, gráficos financeiros, indicadores de crescimento e um caderno com relatórios. Ao fundo, aparece um prédio institucional desfocado com a bandeira do Brasil, simbolizando decisões econômicas, mercado financeiro, impostos, programas governamentais e economia popular. Design clean, moderno e voltado para conteúdos de notícias econômicas.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Imagem criada com IA.

O grupo Casas Bahia encerrou as operações de 298 lojas nesta sexta-feira (14), o equivalente a quase 30% das suas pouco mais de mil unidades em funcionamento. A decisão faz parte de um plano de redução de despesas que a rede deve detalhar nos próximos dias. As informações são da Gazeta do Povo.

Por todo o país, funcionários se depararam com as portas das lojas fechadas ao chegarem para trabalhar nesta manhã. Segundo o jornal Valor Econômico, 600 colaboradores foram demitidos na quinta-feira (13) e entre 1,3 mil e 1,4 mil devem ser desligados nesta sexta. O número total de demissões pode chegar a 3 mil pessoas.

Empresa adia divulgação de resultados financeiros

A Casas Bahia adiou a divulgação dos resultados do segundo trimestre, inicialmente prevista para quarta-feira (12) e agora agendada para as 17h desta sexta. Segundo comunicado aos acionistas, a mudança ocorreu para que a companhia possa concluir os trâmites de finalização do formulário com as informações contábeis. A teleconferência sobre os resultados deve ocorrer na segunda-feira (17).

A empresa é uma das maiores varejistas do país, responsável pelas bandeiras Casas Bahia e Pontofrio, além de administrar o site Extra.com.br, o serviço financeiro Casas Bahia Pay, a fábrica de móveis Bartira e a plataforma logística CBfull.

Endividamento e prejuízos motivam reestruturação

Entre os fatores que levaram à reestruturação estão o elevado endividamento da população, que reduziu o poder de compra, além do cenário de prejuízos recorrentes. A empresa entrou em recuperação extrajudicial em 2024 devido a um desequilíbrio em sua estrutura de capital, situação resolvida em negociação com bancos. Vendas pressionadas e altas despesas financeiras, porém, ainda afetam o balanço.

Conforme apuração do Valor Econômico, o grupo continua a adiar pagamentos a lojistas de seu marketplace e tem buscado estender prazos com fornecedores para melhorar o ciclo financeiro. A empresa foi procurada pela Gazeta do Povo, mas ainda não respondeu aos contatos.

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