Com um faturamento de R$ 9 bilhões em 2004 e previsão de alcançar a marca dos R$ 12 bilhões este ano, as Casas Bahia, uma das maiores redes de varejo do Brasil, completa dez anos de entrada no Paraná no próximo mês. A rede, que nasceu em 1952, em São Caetano do Sul (SP), se expandiu e hoje totaliza 453 filiais em oito estados. Só no Paraná, são 26 delas, gerando mais de 1.500 empregos. Os investimentos anunciados para o Estado ainda este ano são da ordem de R$ 10 milhões, com a construção de um centro de distribuição de 50 mil metros quadrados em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba.

?Isso significa geração de empregos na região e agilidade nos serviços para o consumidor, além de possibilitar ampliação da área de atendimento?, justifica o diretor executivo da rede, Michael Klein, que anuncia ainda a abertura de mais nove lojas em municípios paranaenses ainda este ano. ?O interesse em investir no Paraná é grande; temos ótima aceitação do público no Estado?, garante. A marca está de olho também na ampliação do número de estabelecimentos em shoppings da capital paranaense.

No total, as Casas Bahia atingem a marca dos 16 milhões de clientes em todo o Brasil. No Paraná, estão um milhão deles. Atendendo primordialmente às classes C, D e E, a empresa deve boa parte de seu desenvolvimento ao sistema de crediário, que responde por 80% das vendas e que faz parte da política da rede desde seu início, quando o polonês Samuel Klein, vindo da Europa pós-Segunda Guerra para o Brasil, mascateava pelas ruas do interior paulista e oferecia a quem não pudesse pagar seus produtos à vista, a possibilidade das prestações.

Ampliação

Em 2004, os projetos de expansão da rede consumiram R$ 25 milhões, incluindo o início das operações da marca no Rio Grande do Sul. A empresa não vende pela internet, direcionando investimentos para infra-estrutura, tecnologia, recursos humanos, concessão de créditos e expansão de lojas. ?Cerca de 60% dos crediaristas trabalham na informalidade; fazemos entrevista com todos eles, precisamos lidar pessoalmente?, diz o diretor executivo.

A rede não adota terceirizações. ?Para controlar e fiscalizar o atendimento, é requisito ter pessoal próprio?, afirma Klein, que enumera como um dos segredos do desenvolvimento a capacitação profissional. ?Calculamos fechar 2005 com uma média de 45 mil empregos em todo o País.?

A marca alcançou em 2004 título de líder no setor de eletrodomésticos e móveis, com crescimento de 50% em relação a 2003. Nesse mesmo ano, seu lucro líquido foi de R$ 150 milhões. Segundo Klein, o segredo para se chegar a estas cifras é reinvestir. ?Desde o início aplicamos o retorno financeiro no próprio negócio?, garante.