Brasília – A partir de janeiro de 2004, a carne bovina vendida em açougues e supermercados vai ter impresso na embalagem um código de barras com indicações de classificação do tipo de produto que o consumidor estará comprando. Em reunião hoje no Ministério da Agricultura, o secretário de Defesa Agropecuária, Maçao Tadano reuniu a Câmara Setorial de Produtores da Carne Bovina e aceitou proposta para a implantação do sistema de classificação. A medida, segundo ele, vai agregar valor à carne, beneficiando o produtor que, com a classificação conseguirá vender maior valor. Segundo Tadano, a classificação já deveria estar sendo feita há 40 anos no País.
O Ministério vai treinar técnicos para realizar o trabalho de classificação nos frigoríficos. Até o dia 25 próximo, o texto com a classificação da carne bovina estará concluido pelo Ministério da Agricultura e a proposta entrará em consulta pública a partir do dia 1º de outubro para receber sugestões dos segmentos do setor.
Hoje, com a implantação do rastreamento bovino, os produtores já estão conseguindo entre R$ 1 e R$ 2 por arroba (15 quilos) da carne.
O presidente da Associação Nacional de Carne e Couro de Qualidade, Luiz Eduardo Batalha idealizou a tabela de pontuação sobre cada o tipo de carne bovina. A identificação vai constar de um código de barras na própria embalagem do produto, disponível para o consumidor nos açougues e supermercados. O controle que atualmente é feito pelo Sistema de Inspeção Federal (SIF), se refere ao conjunto de gado abatido, enquanto a classificação hoje acordada vai identificar a carne por cada animal, no abatedouro.
O pecuarista Luiz Eduardo Batalha afirma que uma das formas para melhorar a qualidade do rebanho bovino está na inseminação artificial. Ele faz isso regularmente com o seu gado, importando embriões de boa qualidade e formando também boas matrizes para reprodução.


