A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia confirmou nesta terça-feira, 01, que vai participar do julgamento dos chamados planos econômicos.

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Na semana passada, Florival Rocha, pai da ministra, desistiu de uma ação na Justiça Federal e abriu caminho para que ela reavaliasse o fato de ter se declarado impedida de participar da análise do caso no Supremo.

Segundo Cármen Lúcia, com a decisão do pai de retirar o processo, ela não teria por que não participar. Questionada quando o caso pode ser julgado, ela disse que quem decide a pauta do Supremo é presidente da Corte, ministro Ricardo Lewandowski.

O julgamento sobre a constitucionalidade dos planos econômicos nas décadas de 1980 e 1990, que teriam provocado perdas no rendimento das cadernetas de poupança, está travado no Tribunal desde maio de 2014 por falta de quórum.

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Isso porque, além de Cármen Lúcia, outros três ministros se declararam impedidos de discutir o caso. Para retomar a discussão, o Tribunal precisava de pelo menos oito dos 11 ministros aptos a votar. Agora apenas Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Luiz Edson Fachin não participarão do julgamento.

O tema preocupa o governo em razão do impacto ao sistema financeiro, estimado entre R$ 10 bilhões e R$ 400 bilhões, com números mais baixos ligados a instituições que defendem o interesse dos poupadores. Bancos e governo têm as estimativas mais altas.

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