Um comitê composto por 34 entidades de classe vai lançar hoje no Paraná, em Curitiba, a campanha nacional pela anulação do leilão que vendeu a Companhia Vale do Rio Doce, em 1977. As entidades que encabeçam o movimento vão fazer um plebiscito popular nacional na primeira semana de setembro para consultar se a população é favorável à anulação do leilão. Com isso pretendem pressionar o governo a anular a venda.

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A campanha já tem comitê organizado em 19 estados. A intenção, segundo a secretária-geral da Assembléia Popular (uma das entidades organizadoras) no Paraná, Maria Izabel Machado, é conseguir mais de 10 milhões de votos.

?Se a população soubesse o que estava acontecendo na época da privatização não teria permitido?, afirmou o diretor do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR), e membro da entidade Consulta Popular, Antonio Goulart. O engenheiro explicou que, entre outros motivos, a anulação do leilão deveria acontecer porque com o poder econômico que tem a Vale do Rio Doce ?pode devastar o que quiser no Brasil?.

Goulart aponta que o edital do leilão, feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), não demonstrou corretamente todas as reservas minerais do Brasil. ?Há uma mina de ouro de 90 toneladas no Brasil que não foi citada no edital, por exemplo?, contou.

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O engenheiro explicou que a anulação poderia ser política, como o presidente da Bolívia Evo Morales fez quando nacionalizou o gás em seu país. ?Outra opção seria pela via jurídica?, afirmou.

A reunião plenária acontece hoje às 19h na Biblioteca Pública do Paraná e é aberta a todos que queiram participar.

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