O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), abriu a sessão plenária desta tarde de terça-feira, 17, com a votação da Medida Provisória 685/2015, que instituiu o Programa de Redução de Litígios Tributários (Prorelit). A proposta permite aos contribuintes quitarem débitos tributários vencidos até 30 de junho de 2015 utilizando créditos de prejuízos fiscais.

continua após a publicidade

Na semana passada, os senadores discordaram das mudanças feitas pelos deputados na primeira votação e restabeleceram o texto do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que foi relator a MP na comissão mista. Com as alterações, que tiveram o aval do governo e da Receita Federal, a proposta voltou para a Câmara. A MP poderá perder a validade se não for votada até esta quarta-feira, 18.

Na alteração, o Senado aprovou também a obrigação de os contribuintes apresentarem previamente à Receita Federal operações de planejamento tributário, artifícios encontrados na legislação para pagar menos impostos. Essa medida constava no texto original enviado pelo governo, mas foi retirada pela Câmara, o que havia representado uma derrota para o Executivo. Na votação da MP, o plenário da Câmara aprovara um destaque apresentado pelo PPS que retirou do texto original artigos que determinavam a apresentação das ações de planejamento tributário. Essa parte foi suprimida pelos senadores.

O Senado manteve o pagamento mínimo de 30% de recursos em dinheiro para aderir ao Prorelit. Inicialmente, o governo queria que fossem pagos 43% à vista. Com a baixa adesão ao programa, porém, o governo reduziu esse montante para 30% e permitiu o pagamento parcelado da entrada, porcentuais que já haviam sido mantidos na votação na Câmara.

continua após a publicidade

Cunha aguarda neste fim de tarde que o plenário atinja o quórum para iniciar a votação. Os oposicionistas querem apreciar o texto aprovado inicialmente pela Câmara.