A Califórnia, que até bem pouco tempo era o Estado mais próspero dos Estados Unidos, pede socorro. À beira da falência, com um rombo de US$ 25 bilhões no orçamento, o governador Arnold Schwarzenegger colocou à venda centros de exposições, arenas e parques de diversão. Estão sendo negociados até a prisão de San Quentin, onde são executados os presos do Estado, e o Coliseu de Los Angeles, palco da abertura e encerramento das Olimpíadas de 1984.

O aperto é tão grande que Schwarzenegger cogita economizar uns trocados com a libertação de 38 mil presos. Seria um alívio para os cofres públicos e para as 33 prisões californianas, superlotadas graças ao excesso de zelo em trancafiar imigrantes ilegais.

Segundo dados oficiais, a dívida estadual cresce US$ 1,7 milhão a cada hora. O índice de desemprego disparou de 6,6%, em abril de 2008, para 11% e é hoje a quinta maior dos EUA. A arrecadação de imposto de renda caiu 20% em relação ao ano passado e os títulos da dívida pública da Califórnia foram recentemente rebaixados – hoje são os de menor valor entre todos os 50 Estados norte-americanos.