Economia

Caixa tem greve e deve manter 60% dos funcionários trabalhando

Foto: Agência Brasil / Marcelo Camargo

A Caixa Econômica Federal deve manter ao menos 60% dos empregados em atividade durante a greve iniciada em 10 de setembro. A decisão liminar é do ministro Mauricio Godinho Delgado, do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

As informações são da Agência Brasil.

O banco havia pedido a manutenção de 80% do pessoal trabalhando. A empresa alegou impacto direto em serviços essenciais, como compensação bancária e pagamento de benefícios sociais. Também justificou falta de consenso sobre o novo modelo de custeio do plano Saúde Caixa.

O ministro considerou que 60% é suficiente para preservar o atendimento às necessidades da população sem inviabilizar o direito constitucional de greve.

A Caixa ajuizou dissídio coletivo de greve na quinta-feira (24) contra a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec).

A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), Luiza Hansen, informou que os trabalhadores já haviam solicitado ao banco a continuidade das negociações por meio de ofício enviado na terça-feira (22).

A decisão também garantiu a manutenção do Acordo Coletivo de Trabalho, com vigência entre setembro de 2024 e agosto de 2026, até a decisão definitiva do caso.

O ministro negou a proibição de atividades que dificultem o acesso às agências. Ele destacou que não há indícios de excesso por parte do movimento grevista.

O julgamento do dissídio coletivo pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST está agendado para as 14h30 da próxima terça-feira (29).

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