Ontem foi mais um dia movimentado na agência da Caixa Econômica Federal que realiza leilão das joias que são colocadas no penhor e que não são recuperadas pelos seus proprietários.

Ao todo, foram disponibilizados 7.494 lotes de joias. Todos tinham lance mínimo, sendo que o lote com menor lance era uma aliança de ouro de R$ 55,00 e o de maior, dezessete pulseiras, um colar e um pendente, de R$ 10.195,00.

“Embora alguns lotes tenham valores muito altos, geralmente nos leilões é possível adquirir joias com valores inferiores aos de lojas”, comenta a designer de joias, Consuelo Ribas, que sempre fica atenta aos leilões e se interessa pelos produtos porque eles lhe servem de matéria-prima para confecção de outros.

O penhor de joias de família vem sendo considerado uma forma rápida e fácil de se conseguir um empréstimo. Muita gente vem utilizando este recurso em situações de emergências financeiras ou mesmo por questão de segurança, quando não pode manter os bens em casa de forma apropriada.

Nos primeiros sete meses deste ano, a Caixa Econômica Federal (CEF) realizou cinco milhões de contratos de empréstimos de penhor, com volume total de R$ 3,36 bilhões.

No Paraná, foi registrado um volume de R$ 249,1 milhões (contra R$ 238,4 milhões no mesmo período do ano passado), sendo R$ 134,6 milhões em Curitiba (R$ 129,2 milhões em 2009).

“Para realizar o penhor, a pessoa precisa levar a joia até uma agência da Caixa que tenha o serviço para ser avaliada. Após, o proprietário pode realizar um empréstimo correspondente a 85% do valor total. A joia fica como garantia, sendo devolvida depois que a dívida for quitada. Outra alternativa é a pessoa pagar apenas os juros e continuar com o contrato de penhor”, explica o gerente de sustentação de negócios da CEF, Rodney Luis Trevisan.

O penhor é considerado acessível por não exigir pesquisa cadastral, sendo necessário apenas RG, CPF e comprovante de endereço. Além disso, tem juros inferiores a outras formas de financiamento.

Na Caixa, eles são de 1,98% (para pessoas com volume de recursos guardado inferior a R$ 3 mil) ou de 2,30% mensais (para quem tem volume superior a R$ 3 mil).

Em caso de inadimplência de quem realiza o penhor, a joia penhorada vai a leilão, sendo comercializada com valor de avaliação ou de acordo com a dívida do cliente.

Segundo a CEF, a maioria dos clientes que procuram pelo penhor de joias são mulheres (74%), sendo 55% na faixa etárias dos 35 aos 50 anos. A região Sudeste concentra 49% das contratações, seguida das regiões Sul (16%), Nordeste (15%), Centro-Oeste (10%) e Norte (também 10%).