Os empregados da Caixa Econômica Federal em greve há uma semana devem votar na próxima segunda-feira (21) se aceitam a nova proposta do banco e encerram a paralisação. A principal mudança é o aumento da participação da Caixa no custeio do plano de saúde, que sobe de 6,5% para 9% da folha de pagamento a partir de 2027.
As informações são da Agência Brasil.
O custeio do Saúde Caixa é a principal reivindicação da categoria. Os trabalhadores queriam que o banco voltasse a pagar 70% do plano, enquanto os empregados arcariam com 30%. A proposta apresentada na madrugada de quinta-feira (17) mantém o modelo solidário, sem cobrança diferenciada por faixa etária.
Pelo acordo, não haverá reajuste das mensalidades em 2026, com a Caixa assumindo o déficit do plano. A coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, afirmou que a ampliação representa um aumento recorrente de cerca de R$ 900 milhões na participação do banco.
A proposta também prevê a presença de pelo menos um empregado dedicado exclusivamente ao Saúde Caixa em cada Gerência de Pessoas. Em até 60 dias, será criado um grupo de trabalho para discutir um novo modelo de gestão do plano.
A negociação trouxe ainda mudanças no programa de remuneração variável Super Caixa. Para o segundo semestre de 2026, a premiação inicial por habilitação aumenta de 25% para 50%. O banco também manteve o pagamento de um prêmio de R$ 3 mil por empregado pelo cumprimento do Índice de Eficiência Operacional.
A greve começou no dia 10 de agosto. A votação será virtual, das 11h às 18h, com plenária para esclarecimentos entre 9h e 11h. Se a proposta for aprovada, o dia 20 de agosto será abonado. Os demais dias de paralisação devem ser compensados em até 180 dias.
