O secretário da Previdência Social, Marcelo Caetano, afirmou nesta terça-feira, 19, que o governo não tem compromisso de apoiar uma nova regra para servidores públicos que entraram antes de 2003 se aposentarem com direito à integralidade e paridade. “O governo não tem compromisso com alteração alguma. Claro que a gente vive num democracia, vamos escutar. Mas não há qualquer compromisso”, afirmou o secretário em entrevista após participar de almoço com integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

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Na entrevista, Caetano disse também que vem observando um clima melhor entre os deputados para aprovar a matéria na Câmara em 2018. Ele afirmou observar que parlamentares estão convencidos sobre a existência do déficit da Previdência e sobre a necessidade da reforma.

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Pelo texto da reforma aprovado na comissão especial da Câmara, em maio, servidores que ingressaram até 2003 deverão cumprir idade mínima de 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens) para se aposentarem com direito a integralidade e paridade.

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Com a crítica dos servidores, que detêm relevante poder de mobilização no Congresso Nacional, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), passou a negociar com o funcionalismo público uma regra de transição para esses servidores.

O secretário disse ainda que não trabalha com cenário da não votação da reforma em 2018. Mas, se isso acontecer, disse, forçará o novo governo que assumirá o comando do País a partir de 2019 a debater a questão durante todo o primeiro ano de seu governo.