Economia

Cade aprova compra de parte da Azul pela American Airlines

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Notas de Real em circulação representam o fluxo constante de bens e serviços que movimenta a economia brasileira, do pequeno varejo às grandes transações. Foto: Imagem criada por Inteligência Artificial.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a compra de 8% da Azul pela American Airlines por cerca de US$ 100 milhões. A operação foi autorizada com restrições para evitar redução da concorrência entre as empresas nas rotas que ligam Brasil e Estados Unidos. As informações são da Gazeta do Povo.

A participação será adquirida por meio de bônus de subscrição com direitos de voto. O acordo com o Cade estabelece limites para o acesso a informações estratégicas e para a influência da empresa norte-americana na gestão da companhia brasileira. Qualquer aumento relevante da participação da American terá de passar novamente pela análise do órgão.

Operação está ligada à recuperação financeira da Azul

O negócio faz parte da recuperação financeira da Azul nos Estados Unidos, processo encerrado em fevereiro. O chamado Chapter 11, mecanismo semelhante à recuperação judicial brasileira, permitiu à empresa reorganizar suas dívidas. A reestruturação reduziu em cerca de US$ 2,5 bilhões as obrigações financeiras e de arrendamento de aeronaves.

As companhias norte-americanas American e United Airlines haviam se comprometido a investir US$ 100 milhões cada na Azul, totalizando US$ 200 milhões. Enquanto o aporte da United foi feito por meio de oferta de ações, o da American dependia da autorização do Cade. O plano também previa US$ 950 milhões em compromissos de novos aportes de capital.

Cade concluiu que operação não elimina concorrente

O Cade concluiu que a operação não equivale a uma fusão e não elimina uma concorrente do mercado. A avaliação da Superintendência-Geral do órgão apontou que o investimento não apresentava riscos concorrenciais capazes de impedir a Azul de disputar o mercado doméstico.

A análise incluiu acordos comerciais entre Azul e American, mas os termos não foram divulgados. A American afirmou que a integração das redes das duas empresas poderia ampliar as opções de conexão entre Estados Unidos, Brasil e outros países da América do Sul. A empresa norte-americana declarou que a Gol continuava sendo uma parceira importante em sua operação regional.

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