A presidente Dilma Rousseff disse, nesta terça-feira, 19, durante a abertura do XIV Congresso da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), em Campinas, no interior paulista, que a burocracia complica a vida dos empreendedores, do cidadão e do governo, “porque processos decisórios emperram”, disse. Segundo ela, é preciso “pensar simples”, o que justificaria a criação da Secretaria da Micro e Pequena Empresa no governo.

A presidente considerou que a burocracia é a junção de volume de papéis e falta de prazo e cobrou a informatização após a desburocratização dos processos. “Temos de aproveitar a revolução da informática e internet para transformar os processos, mas primeiro é preciso desburocratizar e informatizar”, disse. “Não podemos informatizar a burocracia, temos de facilitar, porque a burocracia provoca custos e desperdícios”, completou.

A presidente cobrou a melhoria da produtividade das indústrias e do governo. “Combater essa burocracia é combater esse processo de prazos longos e melhorar a produtividade”. Dilma admitiu ainda que a abertura de uma empresa é um processo mais longo e dispendioso no Brasil do que em outros países e disse que a simplificação para a abertura de pequenas empresas, anunciada no evento, será expandida para todas as partes.

Dilma fez a promessa de persuasão às esferas públicas de que a primeira visita dos fiscais às empresas será sempre orientadora. “Relação entre empresa e Estado não pode ser de confronto, mas de colaboração”, e concluiu: “Não há uma oposição entre governo e empresários. Sobretudo, há vontade do meu governo de colaborar com os empresários”.