O BTG Pactual passou a deter 18,76% das ações ordinárias da Light, concessionária de energia elétrica do Rio de Janeiro. A mudança ocorreu após a empresa aumentar seu capital social em R$ 1,5 bilhão, cumprindo etapas para solicitar o fim da recuperação extrajudicial. As informações são da Gazeta do Povo.

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De acordo com o banco, a intenção é usar as ações em operações de mercado, sem interferir na gestão ou buscar o controle da companhia. Em junho de 2025, o Cade aprovou um salto no investimento do BTG na Light: de 4,99%, o banco passou a deter 15,17% das ações ordinárias. O vendedor, que recebeu R$ 1,5 bilhão, era o Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado LS, ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, preso sob suspeita de fraudes na gestão do Banco Master.

Light aumenta capital social e busca sair da recuperação

A captação de recursos superou a expectativa inicial de R$ 1 bilhão. O capital social da Light agora beira os R$ 7 bilhões, permitindo o encerramento da reestruturação, que ainda depende do aval da 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

Crise começou em 2013 com queda no consumo de energia

Os problemas que levaram a Light a uma crise de caixa começaram em 2013, quando iniciou-se um encolhimento gradual do consumo de energia elétrica na região metropolitana do Rio de Janeiro. Até 2022, a redução ficou em 12,5%. A pandemia de Covid-19, o domínio de territórios pelo crime organizado e o furto de energia agravaram a situação, somados à necessidade de devolver créditos tributários do PIS/Cofins.

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Em março de 2023, a dívida bruta de R$ 11 bilhões levou a gestão a ingressar com o pedido de recuperação extrajudicial. O plano previa a antecipação de recebíveis com desconto, a emissão de títulos para representar essas obrigações e a injeção de mais dinheiro.