O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) fechou 5.631 contratos de financiamento nos primeiros seis meses de 2007. Eles totalizaram R$ 557 milhões, o que representa um crescimento de 56% em relação ao mesmo período do ano passado. A tomada de crédito foi maior na indústria e na agropecuária, o que indica a retomada do investimento nos dois setores, de acordo com o balanço semestral divulgado ontem.

Os novos contratos viabilizaram investimentos de R$ 1,96 bilhão na Região Sul. O apoio do BRDE se traduz diretamente em manutenção ou geração de 25,8 mil empregos nos três estados, além de R$ 89,1 milhões de receita adicional com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para os governos. O banco também liberou mais dinheiro. Os repasses de recursos atingiram R$ 597,7 milhões, aumento de 54,9% na comparação com os primeiros seis meses de 2006.

As boas notícias se estendem aos resultados financeiros. O lucro líquido no primeiro semestre de 2007 chegou a R$ 42,4 milhões. Isso projeta uma rentabilidade anual de 10,1% sobre o patrimônio líquido médio. O total do ativo encerrou o período no valor de R$ 4,6 bilhões. Desse total, R$ 3,4 bilhões correspondem a operações de crédito (líquidas de provisões). Já as obrigações totalizaram R$ 3,7 bilhões, enquanto o patrimônio líquido atingiu a cifra de R$ 886,7 milhões.

Com esses resultados, o BRDE classifica-se como o 24.º maior banco do País, tomado o patrimônio líquido como critério de avaliação.

Paraná

Os números do balanço semestral são especialmente favoráveis ao Paraná. Foram 2.122 operações contratadas na Agência de Curitiba (Agcur). Elas totalizaram R$ 216,7 milhões. Comparado com os seis meses iniciais de 2006, o montante cresceu 150% – o maior nível das três agências do banco. Outro dado expressivo: 2.019 contratos (95% do total) beneficiaram a agropecuária, setor que confirma a importância estratégica do BRDE para o desenvolvimento econômico do Estado.