São Paulo – A petroquímica Braskem informou ontem, por meio de nota, que já iniciou ?avaliação sobre suas implicações e abrangência? da medida cautelar proferida pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a pedido da Secretaria de Direito Econômico (SDE) e da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), sobre o Grupo Ipiranga. A empresa diz entender que a decisão foi motivada por ?zelo?.

A companhia garante também que a medida cautelar não altera o processo de fechamento da operação, previsto para ontem, conforme divulgado em fato relevante de 19 de março, data em que foi oficializada a compra da Ipiranga pela Braskem, Ultra e Petrobras.

O Cade determinou que as empresas adquirentes da Ipiranga garantam a reversibilidade da compra. Na prática, a medida cautelar impede a tomada de quaisquer decisões de natureza comercial ou estratégica relativas às empresas compradas. Na nota, a Braskem reafirma ?sua crença de que essa operação é pró-competitiva e está alinhada com decisões anteriores do Cade, que sempre considerou que o mercado relevante para o setor petroquímico é o mercado internacional?.

O Grupo Ipiranga informou, por meio da assessoria de imprensa, que não vai se pronunciar sobre a medida cautelar do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que garante a reversibilidade da aquisição do grupo pela Petrobras, Braskem e Ultra.

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse que a empresa pretende recorrer contra a decisão do Cade. Gabrielli afirmou, em entrevista, que a decisão do Cade não é a mais adequada. ?Vamos recorrer e defender nossos pontos de vista?, disse ele.