Economia

Braskem aporta US$ 350 milhões em subsidiária mexicana

Ilustração sobre economia e finanças com a logo da Tribuna do Paraná no canto superior esquerdo. A imagem mostra moedas empilhadas, uma calculadora, cédulas de real, gráficos financeiros, indicadores de crescimento e um caderno com relatórios. Ao fundo, aparece um prédio institucional desfocado com a bandeira do Brasil, simbolizando decisões econômicas, mercado financeiro, impostos, programas governamentais e economia popular. Design clean, moderno e voltado para conteúdos de notícias econômicas.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Imagem criada com IA.

A Braskem anunciou nesta terça-feira (18) que vai injetar mais US$ 350 milhões na reestruturação da Braskem Idesa, sua subsidiária no México. A companhia mexicana entrou com pedido de reestruturação judicial no Tribunal de Falências dos Estados Unidos para o Distrito Sul do Texas, buscando reorganizar uma dívida de aproximadamente US$ 2,5 bilhões. As informações são da Gazeta do Povo.

A Braskem já havia aportado US$ 126 milhões antes do início do processo. Com o novo valor, o total investido chegará a US$ 476 milhões. A expectativa é de que o procedimento nos Estados Unidos seja concluído em até três meses. Com a reestruturação, a Braskem Idesa espera reduzir sua dívida para cerca de US$ 1,6 bilhão.

No Brasil, a empresa conseguiu uma liminar que suspendeu todas as execuções e restrições judiciais movidas por credores convidados a uma mediação até o final de agosto. A possibilidade de uma recuperação judicial ou extrajudicial não está descartada.

No final do segundo trimestre, a Braskem tinha dívida bruta corporativa de cerca de US$ 10,3 bilhões, sendo aproximadamente 92% em moeda estrangeira. Cerca de 60% das dívidas vencem após 2030. A companhia atribui às condições da indústria petroquímica global uma das causas da crise financeira.

Entre as responsabilidades financeiras da Braskem está a reparação pelo afundamento de parte do solo de Maceió, causado pela mineração de sal-gema. Os problemas ganharam notoriedade em 2018, com tremores que agravaram a infraestrutura urbana. Mais de 14 mil imóveis precisaram ser evacuados, prejudicando cerca de 60 mil moradores. As ações da empresa, que já superaram os R$ 67, hoje estão cotadas a R$ 5,06.

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