Economia

Brasileiros avaliam mal resposta de Lula ao tarifaço dos EUA

O presidente Luis Inácio Lula da Silva
Luis Inácio Lula da Silva. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uma pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (5) mostra que aumentou o número de brasileiros que acredita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) respondeu mal ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Agora, 43% afirmam que ele mandou mal na resposta, enquanto 38% acreditam que a defesa da soberania brasileira foi adequada. As informações são da Gazeta do Povo.

A percepção se inverteu em três meses. Em maio, 39% acreditavam que Lula respondeu bem. O governo de Donald Trump impôs uma sobretaxa de 25% por supostas práticas comerciais desleais e outra de 12,5% por alegada falha no combate ao trabalho forçado. A Quaest ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

A pesquisa também mostra que caiu de 51% para 46% o número de brasileiros que acredita que Lula defende bem os interesses do Brasil. Já a percepção de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defende a economia do país subiu de 34% para 38%. Outros 9% acreditam que nenhum dos dois defende o Brasil.

Governo adota estratégia em três frentes contra tarifas

O Brasil adotou uma estratégia com defesa jurídica internacional, proteção do mercado interno e ameaça de retaliação econômica bilateral. O Palácio do Planalto anunciou o início dos trâmites para acionar a Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional. Entre as medidas estão elevação de tarifas para produtos dos EUA, suspensão temporária de acordos comerciais e bloqueio no pagamento de royalties por patentes norte-americanas.

Internamente, o governo destinou R$ 18,5 bilhões do programa Brasil Soberano para evitar demissões em massa. Os recursos correspondem a linhas de crédito subsidiadas para setores como calçados, móveis, aço, açúcar e etanol, que dependem do mercado americano.

Brasil busca novos parceiros comerciais para reduzir dependência

Para diminuir a dependência do mercado norte-americano, o Brasil procura novos parceiros comerciais, principalmente entre os países do Brics e economias asiáticas. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços intensificou viagens e rodadas de negócios buscando compradores de produtos brasileiros nas áreas de tecnologia, defesa e produtos agrícolas.

Lula afirmou em evento no Rio de Janeiro que só falará sobre o tarifaço quando Trump se pronunciar. “Enquanto ele não falar, eu não falarei. Porque nós vamos mostrar que contra o Brasil ninguém ganha mentindo”, disse o presidente.

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