O Brasil tomou empréstimo de pelo menos 500 milhões de euros (cerca de US$ 650 milhões) com o lançamento de bônus de dez anos no mercado europeu. O dinheiro será usado para quitar dívidas do governo. O papel vai pagar ao investidor (em geral, fundos estrangeiros) um rendimento de 7,55% ao ano, segundo o IFR (International Financing Review).

A venda do bônus foi feita por meio dos bancos europeus BNP Paribas e Deutsche Bank, que foram contratados pelo Tesouro Nacional e ganham comissões para coordenar a operação.

A demanda pelo novo papel brasileiro superou US$ 1 bilhão, segundo operadores. A captação anterior do governo em euro foi em setembro do ano passado.

Pela manhã, comentava-se que o Brasil poderia captar até 1 bilhão de euros. Mas a operação pode ser reaberta, dependendo das condições do mercado, como ocorreu em setembro, quando o País vendeu 1 bilhão de euros em duas etapas (750 milhões no dia 8 e 250 milhões de euros no dia 22).

Diversificação

Ao captar recursos em euro, o Brasil diversifica a exposição de sua dívida a outras moedas. Nos últimos meses, o euro vem se valorizando frente ao dólar com a preocupação dos investidores com o déficit americano (buraco nas contas do governo e do comércio exterior).

"O euro está em evidência, sendo convidativo para o investidor. Também é conveniente ao País diversificar suas reservas, aproveitando a dinâmica das moedas", disse o diretor da corretora López Leon, Felipe Brandão.

O governo não pode usar o dinheiro captado com bônus no exterior para fazer investimentos. Esses recursos são depositados nas reservas em moeda estrangeira do País.