O governo brasileiro decidiu apoiar oficialmente a ministra de Finanças da França, Christine Lagarde, para ocupar o cargo de diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo interlocutores da presidente Dilma Rousseff, Lagarde foi a candidata ao cargo que mais agradou ao Brasil, porque ela mostrou que os processos de reforma vão continuar e prometeu abrir espaço para os emergentes. O apoio do País à candidatura da ministra francesa deve ser manifestado publicamente nos próximos dias.

Lagarde deve disputar o cargo com o presidente do Banco Central do México, Agustín Carstens, e com Grigori Marchenko, ocupante de posto similar no Cazaquistão. O prazo para lançamento de candidaturas para o cargo mais alto do FMI terminou ontem. O processo de escolha deve estar concluído até o dia 30 de junho.

Desde o início do processo, interlocutores do governo já tinham revelado, nos bastidores, que Lagarde era a preferida do Brasil. No entanto, o fato de o concorrente ser um candidato de um país emergente acabou criando dificuldades para que o apoio à ministra francesa fosse admitido publicamente. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem articulado um acordo com os demais países que formam o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) para que anunciem o apoio ao mesmo candidato.

Lagarde e Carstens estiveram em Brasília há cerca de duas semanas e se reuniram com autoridades brasileiras. Desde o início do processo de disputa, Mantega disse que o Brasil não apresentaria seu candidato até encerrar o prazo de apresentação de todos os candidatos.