O Brasil tem de se cuidar para não se transformar em mero fornecedor de matéria-prima para a produção do biocombustível europeu. O alerta foi dado pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em seminário sobre o tema no Rio.
Segundo ela, existe o risco de novas barreiras serem impostas pela União Européia, com objetivo de incentivar a produção própria.
Em sua apresentação, a ministra frisou a distorção que tem sido criada no mundo todo com a dicotomia entre a produção alimentar e a de energia. No Brasil, disse ela, essas duas produções podem conviver ?tranqüilamente?. Ela citou, por exemplo, que apenas 1% da área agriculturável no Brasil será ocupada com produção de oleaginosas destinadas ao biodiesel em 2010, e outros 0,8% dessa área serão cultivados com cana-de-açúcar.
A ministra também destacou que não há fundamento na preocupação internacional com relação a desmatamento da Amazônia para a produção de álcool ou biodiesel. ?A maior concentração de usinas de álcool e produção de cana está a 2.100 quilômetros da Amazônia. Costumamos lembrar lá fora que é uma distância equivalente ao percurso entre Madri e Moscou?, disse.


