Economia

Brasil tem 6,2 milhões de jovens fora da escola e do trabalho em 2026

Ilustração sobre economia e finanças com a logo da Tribuna do Paraná no canto superior esquerdo. A imagem mostra moedas empilhadas, uma calculadora, cédulas de real, gráficos financeiros, indicadores de crescimento e um caderno com relatórios. Ao fundo, aparece um prédio institucional desfocado com a bandeira do Brasil, simbolizando decisões econômicas, mercado financeiro, impostos, programas governamentais e economia popular. Design clean, moderno e voltado para conteúdos de notícias econômicas.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Imagem criada com IA.

O Brasil registrou 6,2 milhões de jovens entre 14 e 24 anos fora da escola e do trabalho no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Do total de 32,9 milhões de jovens nessa faixa etária, 13,9 milhões estavam ocupados, 12,8 milhões só estudavam e 4,3 milhões estudavam e trabalhavam. As informações são da Agência Brasil.

O diagnóstico cruzou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do eSocial. A subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho do MTE, Paula Montagner, afirmou que o primeiro esforço é trazer essas pessoas de volta para a escola.

Apesar dos 13,9 milhões de jovens ocupados, mais da metade dos adolescentes que trabalham permanece menos de um ano no mesmo emprego. A taxa de desemprego entre jovens de 18 a 24 anos ficou em 13,8%, mais do que o dobro da média nacional de 5,8%. Entre adolescentes de 14 a 17 anos, o desemprego atingiu 25,1%.

Jovens têm mais escolaridade, mas enfrentam rotatividade

A pesquisa mostra que 73% dos jovens têm ao menos o ensino médio, 2,3 milhões frequentam o ensino superior e 944 mil já concluíram essa etapa. O ensino médio se tornou a credencial mínima para o mercado de trabalho, segundo Paula Montagner. A formalização dos empregos entre jovens foi de 57,8%, com 8 milhões de vínculos formais.

Entre os adolescentes de 14 a 17 anos, 52% ficam menos de um ano no emprego. Entre jovens de 18 a 24 anos, esse percentual é de 38,2%. A subsecretária avalia que a baixa permanência ocorre porque os jovens estão experimentando e muitas vezes não recebem orientação adequada no ambiente de trabalho.

Comércio e serviços concentram as ocupações

As ocupações que mais empregam jovens são balconistas e vendedores (1,24 milhão), escriturários gerais (1,07 milhão), auxiliares de construção (394 mil), recepcionistas (391 mil) e caixas (367 mil). Um em cada cinco jovens atua em escrituração ou vendas em lojas, funções de baixa especialização e salário próximo ao mínimo.

A participação dos jovens de 14 a 17 anos na força de trabalho é de 15,6%, indicando que mais pessoas nessa faixa etária estão estudando. Já entre jovens de 18 a 24 anos, a participação ficou em 68,7%, ainda abaixo do patamar pré-pandemia.

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