Brasil sobe de 40º para 34º em ranking do WEF

A crise financeira abalou a economia mundial e causou grande impacto nos países desenvolvidos. De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Financeiro do World Economic Forum (WEF) divulgado hoje e que analisa o desempenho dos 55 maiores mercados de capitais e sistemas financeiros do planeta, os efeitos negativos causados pela crise sobre a Europa fez com que a Alemanha e França deixassem de participar do grupo dos dez primeiros colocados. Com uma recessão grave e desemprego a 9,8%, os EUA perderam o primeiro posto para o Reino Unido e caíram para a terceira posição. Devido à boa reação do Brasil perante a crise, o País subiu do 40º para o 34º lugar.

O estudo do WEF apontou que a recessão levou os EUA para o terceiro lugar. A Austrália, que elevou os juros nesta semana porque o aquecimento da economia não foi expressivamente abalado pela crise, saltou da 11ª posição em 2008 para a segunda neste ano. A queda forte do nível de atividade levou o Japão da quarto para o nono lugar. O Canadá, outro país desenvolvido, caiu do quinto para o sexto posto. Alguns países emergentes, por outro lado, apresentaram evolução no ranking. Cingapura, por exemplo, subiu do décimo lugar para o quarto posto.

O ranking avalia cerca de 120 tópicos nos países analisados, entre eles ambiente institucional e de negócios, estabilidade financeira e dimensão do mercado de capitais. No caso do Brasil, alguns fatores contribuíram para levá-lo a 34ª posição. Destaque para a primeira posição no quesito relativo ao poder de supervisão financeira e o terceiro posto na variável estabilidade da moeda.

A força do sistema financeiro nacional levou o País a 25ª posição no item estabilidade do sistema financeiro. Contudo, o estudo apontou que o Brasil apresenta pontos vulneráveis, como o fraco desempenho em áreas relacionadas a temais regulatórios e legais e o ineficiente sistema tributário, que prejudica a evolução dos investimentos no País.

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