Economia

Brasil rejeita exigências dos EUA para evitar tarifaço de 25%

Ilustração sobre economia e finanças com a logo da Tribuna do Paraná no canto superior esquerdo. A imagem mostra moedas empilhadas, uma calculadora, cédulas de real, gráficos financeiros, indicadores de crescimento e um caderno com relatórios. Ao fundo, aparece um prédio institucional desfocado com a bandeira do Brasil, simbolizando decisões econômicas, mercado financeiro, impostos, programas governamentais e economia popular. Design clean, moderno e voltado para conteúdos de notícias econômicas.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Imagem criada com IA.

O ministro Márcio Elias Rosa, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, afirmou que o Brasil não vai ceder às exigências dos Estados Unidos para evitar o tarifaço de 25% que entra em vigor no dia 22 de julho. As informações são da Folha de S. Paulo. Segundo o governo brasileiro, os EUA exigiram a abertura total e exclusiva de setores inteiros da economia sem oferecer contrapartidas aos produtos brasileiros.

Desde a confirmação do novo tarifaço, o governo brasileiro critica a decisão do presidente Donald Trump. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou as demandas norte-americanas como “pretensões desmedidas e irrazoáveis”. O Brasil também corre o risco de enfrentar uma tarifa adicional de 12,5% em uma investigação sobre suposto trabalho forçado.

“O Brasil é vítima nesse processo, mas não é covarde. Nós não vamos ficar amedrontados frente a uma potência que está nos causando dano. Não vamos ceder”, declarou Márcio Elias Rosa à Folha de S. Paulo.

Governo diz que EUA usam tarifas por motivos políticos

O governo brasileiro realizou pelo menos 30 reuniões com autoridades norte-americanas desde o primeiro tarifaço, no ano passado. A situação piorou após uma carta enviada por Trump ao presidente Lula em 9 de julho de 2025, na qual o governo dos EUA justificou um tarifaço de 50% por “expressa motivação política” relacionada ao processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro na investigação da suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022.

“Não se pode usar tarifa para fazer distorção política, não se pode usar a política tarifária para obter resultado político eleitoral numa outra nação soberana”, afirmou o ministro. Ele destacou que a atual investigação dos EUA contra o Brasil “quebra a confiança e a boa relação” entre os dois países, que mantêm relações diplomáticas há mais de 200 anos.

EUA propuseram zerar tarifas sem contrapartida

Segundo Márcio Elias Rosa, os Estados Unidos propuseram que o Brasil reduzisse a zero as tarifas de bens industriais vindos do país norte-americano sem oferecer nenhuma contrapartida. O ministro alertou que há um déficit de US$ 15 bilhões em 15 anos para o Brasil, e que aceitar essa proposta aumentaria o rombo e destruiria a indústria de base brasileira.

O governo brasileiro já anunciou que adotará a Lei da Reciprocidade. Uma comissão foi formada para analisar as demandas e estudar as medidas que podem ser aplicadas em resposta às tarifas norte-americanas.

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