Economia

Brasil registra maior superávit comercial para outubro em 37 anos

Imagem mostra notas de real em cima de uma mesa.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Pixabay/ Joel Santana

O Brasil vendeu US$ 9,32 bilhões a mais do que comprou do exterior em outubro de 2026, o melhor resultado para o mês desde 1989. O superávit da balança comercial cresceu 39,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando ficou em US$ 6,69 bilhões. As informações são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

As exportações somaram US$ 31,51 bilhões, alta de 20% na comparação anual. Já as importações chegaram a US$ 24,82 bilhões, aumento de 14,8%. A soma das vendas e compras externas atingiu US$ 56,33 bilhões, também recorde para outubro na série histórica.

Petróleo bruto, combustíveis, cereais e soja puxaram o crescimento das vendas ao exterior. A produção maior de petróleo e a alta de 36,7% nos preços médios, após o agravamento da guerra no Oriente Médio, impulsionaram as exportações do produto.

A indústria extrativa liderou o avanço, com vendas de US$ 11,52 bilhões, crescimento de 53,5%. A indústria de transformação exportou US$ 18,38 bilhões, alta de 7,7%. A agropecuária vendeu US$ 7,63 bilhões ao exterior, aumento de 12,8%.

Entre os produtos em destaque, o petróleo bruto registrou alta de 122,6% e os minérios de metais subiram 900,6%. Os combustíveis cresceram 164,5% e os farelos de soja, 39,1%. A soja teve aumento de 8,9% e animais vivos, exceto pescados, subiram 212,1%.

As exportações para a Europa avançaram 35,8%, chegando a US$ 7,76 bilhões. Para a América do Norte, o crescimento foi de 47,4%, totalizando US$ 5,66 bilhões. A América do Sul comprou US$ 4,58 bilhões, alta de 14,9%. Já a Ásia importou US$ 15,41 bilhões do Brasil, aumento de 9,3%.

As vendas para os Estados Unidos subiram 11,4%, mesmo com novas tarifas sobre produtos brasileiros. Itens como aviação, carne e suco de laranja ficaram de fora do tarifaço após negociações. Para a China, as exportações caíram 5,3% por causa do fim da cota para carnes.

Do lado das compras externas, os combustíveis puxaram o aumento. O Brasil importou US$ 4,5 bilhões em combustíveis, alta de 86,8%, impulsionada pela elevação de 84,2% nos preços. Os bens de consumo somaram US$ 5,1 bilhões, crescimento de 25,9%. Bens intermediários chegaram a US$ 15,2 bilhões, alta de 2,7%. Já os bens de capital tiveram aumento menor, de 4%, totalizando US$ 3,7 bilhões.

De janeiro a outubro, o superávit acumulado chegou a US$ 71,04 bilhões, crescimento de 34,1% em relação a 2025. As exportações somaram US$ 321,88 bilhões, alta de 11,2%. As importações totalizaram US$ 250,84 bilhões, aumento de 6,1%.

O ministério revisou para baixo a projeção de superávit para 2026, de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões. Mesmo assim, seria o segundo melhor resultado anual desde 1989, perdendo apenas para 2023, quando o saldo foi de US$ 98,8 bilhões. A estimativa de exportações caiu de US$ 394,4 bilhões para US$ 382,5 bilhões. A previsão de importações passou de US$ 304,4 bilhões para US$ 298,1 bilhões.

O mercado financeiro projeta superávit de US$ 79,9 bilhões para 2026, segundo o boletim Focus do Banco Central.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google