O Brasil registrou em 2017 aumento de 4% na entrada de investimentos externos. Ainda assim, perdeu uma posição no ranking dos principais destinos de apostas de empresas de todo o mundo. Os dados fazem parte de um informe publicado nesta segunda-feira, 22, pela Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), às vésperas do encontro do Fórum Econômico Mundial, em Davos, em que o presidente Michel Temer tentará convencer executivos de que “o Brasil voltou”.

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O País terminou o ano em sétimo lugar, com US$ 60 bilhões, uma posição abaixo da de 2016. Há dois anos, porém, o País recebeu US$ 58 bilhões. Em 2015, o Brasil havia sido destino de US$ 65 bilhões em investimentos. No ano passado, a liderança continuou com os EUA, com entrada de capital estrangeiro de US$ 311 bilhões. A China veio em segundo lugar, com US$ 144 bilhões, seguido por US$ 85 bilhões em Hong Kong. A lista dos principais destinos mostra a Holanda em quarto lugar, com US$ 68 bilhões, Irlanda com US$ 66 bilhões e Austrália com pouco mais de US$ 60 bilhões. No geral, a Ásia voltou a ser o maior destino de investimentos.

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O aumento do fluxo para o Brasil marca uma retomada que, segundo a ONU, pode se intensificar em 2018. A entidade aposta em recuperação maior dos investimentos, atraídos por um mercado doméstico fortalecido diante de uma recuperação econômica.

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“Pode haver algum sinal positivo de recuperação de investimentos, por conta do crescimento que começa a ser retomado no Brasil. Isso pode atrair investimentos a uma economia de tamanho substancial”, afirmou James Zhan, diretor do Departamento de Investimentos da Unctad.

A avaliação da entidade é que a recuperação do mercado anulará em parte as incertezas políticas em ano eleitoral. Em 2017, o desempenho nacional foi garantido pelos investimentos chineses. Das dez maiores aquisições feitas por empresas estrangeiras no País, nove foram realizadas por empresas chinesas.

O resultado permitiu que a América Latina registrasse seu primeiro ano de alta nos investimentos desde 2012, com aumento de 3% e total de US$ 144 bilhões – volumes ainda 25% abaixo de seu pico.

Global. A alta do Brasil e dos emergentes, com aumento de 2%, não se repetiu em outras regiões do mundo, principalmente entre as economias ricas, que tiveram contração de 27% nos investimentos. A queda global foi de 17%. Nos EUA, a redução de foi de 32% e de 90% no Reino Unidos. No total, os investimentos chegaram a US 1,58 trilhão, ante US$ 1,81 trilhão em 2016.

Para 2018, a esperança da ONU é de que haja recuperação moderada do fluxo de investimentos. Mas, segundo Zhan, os riscos são “abundantes”. Entre eles, instabilidades geopolíticas e o impacto de uma política protecionista. Isso, para a ONU, seria traduzido em ações restritivas que poderiam ter consequências para os investimentos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.