Economia

Brasil pode enfrentar tarifa adicional de 12,5% dos EUA na semana que vem

Ilustração sobre economia e finanças com a logo da Tribuna do Paraná no canto superior esquerdo. A imagem mostra moedas empilhadas, uma calculadora, cédulas de real, gráficos financeiros, indicadores de crescimento e um caderno com relatórios. Ao fundo, aparece um prédio institucional desfocado com a bandeira do Brasil, simbolizando decisões econômicas, mercado financeiro, impostos, programas governamentais e economia popular. Design clean, moderno e voltado para conteúdos de notícias econômicas.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Imagem criada com IA.

O governo brasileiro aguarda para a próxima sexta-feira (24) a decisão dos Estados Unidos sobre uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros. A sobretaxa tem como justificativa uma suposta falha do Brasil no combate ao trabalho forçado. Se confirmada, a nova taxação se soma aos 25% já aplicados na última quinta-feira (16), elevando a tributação total para 37,5%. As informações são da Gazeta do Povo.

A investigação americana, chamada de Seção 301, foi concluída no mês passado e apontou que o Brasil e outros 59 países não possuem mecanismos considerados suficientes para impedir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado. O ministro Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, afirmou em entrevista coletiva que a expectativa é de que a nova tarifa seja aplicada a todos os países investigados.

O relatório americano classificou como irracional a ausência de controles eficazes sobre a importação de bens produzidos com trabalho forçado. O documento afirma que essa prática prejudica empresas e trabalhadores dos Estados Unidos ao criar condições de concorrência consideradas desiguais. Segundo o texto, o Brasil ainda não dispõe de uma proibição legal efetiva que impeça a entrada desse tipo de mercadoria em seu mercado interno.

O representante de Comércio americano, Jamieson Greer, justificou a proposta afirmando que a suposta falha dos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado força os trabalhadores americanos a competir em um campo desigual.

O governo brasileiro condenou a aplicação do tarifaço de 25%. O ministro Mauro Vieira, das Relações Exteriores, afirmou que o que incomoda o governo dos Estados Unidos é o fato de o Brasil não ter se curvado às pretensões desmedidas e às demandas irrazoáveis apresentadas durante as negociações. Segundo ele, foram realizadas mais de 30 reuniões com autoridades americanas desde antes do primeiro tarifaço de 50% imposto no ano passado, sendo 11 delas diretamente com o secretário de Estado, Marco Rubio, e com Greer.

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