O Brasil ficou de fora da lista dos países mais atraentes para grandes investidores em 2026, apesar de ser a maior economia da América Latina. Uruguai, Panamá e Costa Rica lideram a preferência de famílias de alta renda que buscam segurança jurídica e qualidade de vida. O país recebeu 64,2 pontos em relatório internacional, ficando bem atrás de vizinhos como Uruguai, que obteve 71,8 pontos. As informações são da Gazeta do Povo.
O Brasil foi classificado como uma nação que enfrenta desafios persistentes para atrair e manter riquezas, principalmente devido à sua estrutura tributária considerada muito complexa e à carga regulatória elevada. A polarização política, o aumento do endividamento público e a baixa velocidade na realização de reformas estruturais também minam a confiança do investidor internacional.
Uruguai vence pela estabilidade política e incentivos para novos residentes fiscais. O Panamá se consolida como centro financeiro por usar o dólar e facilitar a residência. Já a Costa Rica atrai quem busca qualidade de vida e preservação ambiental.
Mais do que impostos baixos, esse público procura por previsibilidade e segurança jurídica. Eles querem ter a certeza de que as regras do jogo não vão mudar drasticamente nos próximos 20 ou 30 anos. Estabilidade institucional e liberdade para movimentar capital são fundamentais nessa decisão.
Embora a reforma tributária possa trazer ganhos no futuro, o período de transição gera insegurança. Especialistas apontam que a falta de clareza sobre como as novas regras serão interpretadas e medidas como a tributação de dividendos afastam investidores que preferem ambientes mais estáveis no curto prazo.
