O Brasil subiu cinco pontos e ocupa o 53.º lugar no ranking dos 62 países mais globalizados do mundo – uma posição pior do que a de países mais pobres como Botsuana (30.º), Uganda (38.º), Nigéria (42.º), Sri Lanka (51.º) e Peru (52.º). Pelo terceiro ano consecutivo, a Irlanda manteve o primeiro lugar na lista, que é elaborada pela A.T. Kearney, uma das maiores consultorias do mundo, e pela Foreigh Policy, revista americana de política exterior.

“O Brasil aumentou sua participação em acessos à internet, mas ainda apresenta deficiências nas áreas de integração econômica e conectividade pessoal, como viagens ao exterior e contatos telefônicos”, cita a nota da A.T. Kearney.

Cingapura aparece em segundo lugar, seguida por Suíça, Holanda, Finlândia, Canadá, EUA, Nova Zelândia, Áustria, Dinamarca, Suécia, Reino Unido, Austrália, República Tcheca e França.

Chamado de “índice de globalização” (Globalization Index, em inglês), o ranking mede a integração econômica e o relacionamento pessoal, político e tecnológico em 62 países responsáveis por 96% do PIB (Produto Interno Bruto, total de riquezas produzidas pelo país) do mundo e 84% da população do planeta.

Segundo a consultoria, os países mais globalizados são aqueles em que há menor corrupção, melhor distribuição de renda, sistemas políticos mais abrangentes e melhores registros de proteção ambiental.

“Os resultados mostram que, nas nações mais globalizadas, as pessoas vivem mais, são mais saudáveis, e as mulheres desfrutam de um maior progresso social, educacional e econômico”, diz o estudo.

Já o Irã continua sendo o país menos globalizado do mundo, segundo o levantamento. O país é hostil à presença estrangeira. Em dezembro do ano passado, após um terremoto que matou mais de 30 mil pessoas, o governo iraniano chegou a declarar que não precisava de voluntários estrangeiros para o resgate das vítimas.

Irlanda

Segundo o estudo, a Irlanda é considerado o país mais globalizado do mundo porque “manteve seus fortes relacionamentos econômicos e pessoais de alto nível com o mundo”.

Isso ocorreu em um ambiente desfavorável, como o menor crescimento da economia global, o terrorismo, os efeitos dos crescentes alertas sobre viagens, a segurança rigorosa em portos e aeroportos, os escândalos empresariais e o protecionismo de países como os EUA.