Foto: Ricardo Stuckert/PR

Encontro entre Luiz Inácio e Anders Rasmussen.

Representantes da empresa dinamarquesa Novozymes, localizada em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba, assinaram um acordo de pesquisa com o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) de São Paulo – para viabilizar a produção de álcool de segunda geração, o chamado etanol celulósico.

O acordo foi assinado ontem, em Copenhague, na Dinamarca, com a presença do primeiro-ministro do país, Anders Fogh Rasmussen, e do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. A assinatura contou também com a presença do presidente da Novozymes no Paraná, Victor Barbosa.

O foco da pesquisa da Novozymes é o desenvolvimento de enzimas para a produção do etanol de segunda geração. Nesse processo, a celulose da planta é transformada, por meio de enzimas, em outros açúcares, que podem ser fermentados para a produção do etanol. Para Barbosa, trata-se de um grande passo para o Brasil, uma vez que aumentará a produção de álcool no País. ?Fazendo uma comparação rápida, se você utilizasse todo o bagaço da cana para o etanol teríamos um acréscimo estimado de 15 a 20% na produção?, comentou.

Para o presidente da Novozymes, Steen Riisgaard, o novo acordo pode significar até o dobro de produção de etanol do País sem a necessidade de plantar novas áreas de cana-de-açúcar. Segundo Barbosa, é possível que a produção já esteja em ação daqui a dois anos e isso representará um grande avanço. ?Acredito que em dois anos estará tudo otimizado?, afirmou Barbosa.

A fábrica da Novozymes em Araucária produz enzimas para várias finalidades, como panificação, ração de animais e indústria têxtil.