O Brasil deve consolidar sua posição de protagonista no mercado agrícola global até 2035, segundo relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) publicado em junho. O país deve responder por 61% das exportações globais de soja, 55% do mercado mundial de açúcar e assumir a liderança nas vendas internacionais de algodão bruto na próxima década. As informações são da Gazeta do Povo.

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A produção brasileira de açúcar de cana deve atingir 50,2 milhões de toneladas até 2035, cerca de 34% da produção global. Na soja, o Brasil deve ampliar sua produção em 0,7% ao ano, acima do ritmo dos Estados Unidos (0,5% ao ano). O relatório aponta que a maior parte do crescimento no esmagamento de soja, processo que transforma o grão em farelo e óleo, deve ocorrer na América Latina, com o Brasil entre os líderes.

No setor de algodão, o país deve se tornar o maior exportador mundial de algodão bruto até 2035, superando competidores tradicionais. O crescimento se deve a melhorias na produtividade e aumento de área plantada. O Brasil deve permanecer como o maior exportador na próxima década, seguido pelos Estados Unidos.

O Brasil também é citado como um dos líderes na produção de energia a partir de biomassa. O país deve manter sua posição como o segundo maior produtor e consumidor de etanol combustível do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. As usinas brasileiras têm flexibilidade para alternar a produção entre açúcar e etanol, dependendo dos preços e do mercado de energia.

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Embora a cana-de-açúcar continue sendo a principal matéria-prima para o etanol brasileiro, o uso de milho no setor cresce rapidamente. A produção de etanol de milho deve saltar de 8,2 bilhões de litros em 2025 para 14,5 bilhões de litros em 2035.

No setor de carne bovina, o Brasil permanecerá entre os três maiores exportadores do mundo, ao lado da União Europeia e Estados Unidos. Juntos, esses três devem deter mais da metade das exportações globais de carne.

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O relatório classifica o Brasil como uma nação de renda média em transição, saindo de uma produção intensiva em mão de obra para atividades intensivas em capital e tecnologia. O crescimento da produção dependerá cada vez mais de ganhos de produtividade e intensificação do uso da terra do que da expansão de novas áreas. O documento menciona o país como exemplo de políticas de economia circular e uso de insumos biológicos, como biofertilizantes e fixação biológica de nitrogênio na produção agrícola.