Economia

Brasil destina até R$ 7 bilhões para processar minerais estratégicos

Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Depositphotos.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Depositphotos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (16) a lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A medida prevê investimentos de até R$ 7 bilhões em incentivos a projetos de processamento e transformação desses minerais no país.

As informações são da Agência Brasil.

A lei cria um Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam) com aporte inicial de R$ 2 bilhões da União. O montante pode chegar a R$ 5 bilhões. O fundo vai garantir empreendimentos e atividades vinculados à produção de minerais críticos e estratégicos considerados prioritários.

O Serviço Geológico do Brasil terá aumento de verba, de R$ 8 milhões para R$ 300 milhões, para investir em pesquisa do solo. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o Brasil vai conhecer em profundidade seus recursos.

Minerais críticos são insumos indispensáveis para as indústrias de tecnologia, automobilística, defesa e para a transição energética. O suprimento desses materiais envolve riscos de abastecimento como concentração geográfica da produção, dependência externa e instabilidade geopolítica.

Terras raras são um grupo específico de minerais críticos. São 17 elementos químicos dispersos na natureza, essenciais para turbinas eólicas, smartphones, carros elétricos e sistemas de defesa.

Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Apenas 25% do território nacional foi mapeado.

Lula também assinou decreto que cria o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos. O conselho vai coordenar, planejar e acompanhar a política nacional, além de propor ações públicas para o desenvolvimento das cadeias produtivas.

Pablo Cesário, do Instituto Brasileiro de Mineração, explicou que a mineração exige investimentos intensivos e ciclos produtivos que chegam a 40 anos. Por isso, previsibilidade e estabilidade fiscal são indispensáveis para atrair investimento de longo prazo.

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