Economia

Brasil cria 58,5 mil empregos com carteira em julho

Imagem mostra moedas e uma nota de R$ 2 em cima de uma mesa.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Pixabay / Luis Wilker.

O Brasil abriu 58.568 postos de trabalho com carteira assinada em julho. O número representa a diferença entre contratações e demissões no mês e é o mais baixo para julho desde 2020, quando começou a série histórica atual do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

As informações são da Agência Brasil.

O resultado é 57,3% menor que junho, quando foram criados 137.044 empregos. Na comparação com julho de 2025, a queda foi de 56,3%. Os juros altos e a desaceleração da economia pressionaram a geração de vagas.

De janeiro a julho, o país criou 972.203 postos formais, queda de 20,9% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram abertas 1.229.107 vagas.

Quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos em julho. Serviços liderou com 24.098 vagas, seguido por construção civil com 12.691 postos, agropecuária com 12.523 e indústria com 11.315.

O comércio foi o único setor a demitir mais do que contratar, com saldo negativo de 8.114 postos. O varejo dispensou 3.674 pessoas a mais do que admitiu.

Nos serviços, transporte, armazenagem e correio abriram 18.150 vagas. Saúde humana e serviços sociais criaram 12.235 postos. Educação fechou 7.352 vagas.

Na indústria, fabricação de produtos alimentícios liderou com 6.994 empregos, seguida por fabricação de veículos automotores com 3.440 vagas.

O Sudeste criou 21.668 postos, com destaque para São Paulo, que abriu 17.814 vagas. Nordeste gerou 18.973 empregos e Centro-Oeste, 9.943. A região Sul foi a única a fechar postos, com saldo negativo de 628 vagas.

Cinco estados demitiram mais do que contrataram. Espírito Santo liderou as perdas com 2.605 postos a menos, seguido por Rio Grande do Sul com 903 demissões. O Ministério do Trabalho e Emprego atribuiu as demissões capixabas ao fim da safra de café.

O total de trabalhadores com carteira assinada chegou a 48.082.866 em julho, alta de 0,12% em relação a junho e de 1,02% na comparação com julho de 2025.

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