O Brasil criou 145.161 empregos com carteira assinada em junho de 2026. O resultado veio de 2.220.131 contratações e 2.074.970 demissões no mês. As informações são da Agência Brasil.
O Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) foi divulgado nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O indicador mede a diferença entre contratações e demissões no país.
O estoque total de empregos formais chegou a 48.032.308 postos em junho, com alta de 0,30% em relação a maio. Nos últimos 12 meses, o saldo acumulado alcançou 942.854 empregos.
O setor de Serviços liderou a criação de vagas, com 74.514 postos. A Agropecuária registrou 22.898 vagas, o Comércio gerou 19.177 postos, a Construção Civil abriu 14.136 vagas e a Indústria criou 4.438 empregos.
A região Sudeste concentrou a maior parte das contratações, com 70.383 postos. O Nordeste ficou com 34.433 vagas, o Centro-Oeste com 19.617, o Sul com 10.453 e o Norte com 9.633 empregos.
São Paulo liderou entre os estados, com 34.981 vagas criadas. Minas Gerais registrou 20.805 postos e o Rio de Janeiro abriu 16.856 vagas. O Espírito Santo teve saldo negativo de 2.259 postos.
O salário médio de admissão foi de R$ 2.404,34 em junho, aumento real de R$ 16,90 em relação ao mês anterior.
Jovens de 18 a 24 anos representaram 100.597 vagas nas contratações. Adolescentes até 17 anos somaram 24.833 postos. O grupo de 25 a 29 anos registrou 13.007 vagas e o de 30 anos ou mais teve saldo de 6.724 empregos.
O resultado de junho ficou abaixo do registrado no mesmo mês de 2025, quando foram criadas 161.999 vagas. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, atribuiu a queda à política de juros do Banco Central (BC), que mantém a taxa Selic em 14,25% ao ano.
Marinho também citou as tarifas aplicadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a produtos brasileiros e os conflitos internacionais como fatores que afetam o mercado de trabalho.
