A seleção brasileira venceu o Japão por 2 a 1 nesta segunda-feira (29) e contrariou um modelo econométrico que acertou os campeões da Copa do Mundo desde 2014. O sistema criado pelo economista alemão Joachim Klement previa a eliminação do Brasil diante dos japoneses nas oitavas de final do Mundial de 2026. As informações são da Gazeta do Povo.
Klement, que trabalha no banco britânico Panmure Libertum, havia cravado em relatório de abril que o Japão venceria o Brasil no que seria uma das maiores zebras da história da Copa. O economista acertou que a Alemanha seria campeã em 2014, a França em 2018 e a Argentina em 2022. Apesar do erro na previsão do confronto, o modelo ainda aponta os Países Baixos como campeões deste ano.
O sistema de Klement combina futebol, economia e meteorologia. Ele considera o PIB per capita dos países, pois infraestrutura moderna ajuda a desenvolver talentos. O tamanho da população também conta, mas só funciona se o futebol for popular no país. A temperatura média ideal para o esporte seria de 14°C, comum na Europa e em partes da América do Sul. O ranking da Fifa completa a análise, mas o economista admite que 45% do resultado de um jogo depende do acaso.
Outros bancos fazem previsões diferentes para a Copa. O Bank of America aposta na França como campeã, vencendo a Espanha na final. O Goldman Sachs dá 26% de chance para a Espanha levantar a taça, seguida pela França com 19%. Já o UniCredit prevê que a Argentina será bicampeã ao derrotar a França em uma reedição da final de 2022.
O Brasil aparece entre os favoritos nas análises dos bancos, mas sem consenso. O Goldman Sachs dá 8% de chance de título brasileiro e projeta eliminação na semifinal contra a Argentina. O Natixis é um pouco mais otimista, com 9,3% de probabilidade. O UniCredit prevê que o Brasil chegará às semifinais, perderá para a Argentina e ficará com o terceiro lugar ao vencer a Espanha na disputa do bronze.
