O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou nesta quarta-feira (22) a antecipação de 1,8 GW de energia de cinco empresas vencedoras dos leilões de reserva de capacidade. A medida entra em vigor a partir de 1º de setembro para reforçar a segurança do sistema diante da possibilidade do El Niño no segundo semestre de 2026. As informações são da Agência Brasil.
De acordo com parecer do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a ocorrência do fenômeno climático poderá reduzir a quantidade de energia elétrica produzida na Região Norte, além de aumentar o consumo por causa das altas temperaturas.
O Ministério de Minas e Energia informou que a antecipação foi baseada também pelas incertezas geopolíticas ocasionadas pelo atual cenário de guerras, que podem impactar diretamente os preços de combustíveis. Estudos da pasta apontam que a utilização de usinas sem contrato para suprir carga custam, no mínimo, 25% a mais do que as contratadas em leilões.
Os leilões de reserva foram realizados em março deste ano, com a contratação de 2,2 GW de energia.
O El Niño tem 81% de chance de atingir a categoria muito forte entre os meses de outubro e dezembro próximos, segundo estimativa da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), agência de previsão climática dos Estados Unidos. Se a previsão se confirmar, esse pode ser o maior El Niño desde 1950, ano em que começaram a ser feitas as medições.
O El Niño é o fenômeno meteorológico que provoca o aquecimento acima da média da superfície do Pacífico equatorial. Essa elevação da temperatura causa alterações no ritmo das chuvas e também na circulação dos ventos. Os efeitos do El Niño serão sentidos em diferentes regiões até o final do ano e se estenderão até 2027.
