Apesar de haver a expectativa de anúncio de novas medidas de estímulo para o setor de petróleo e gás ainda nesta quarta, 20, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, afirmou nesta quarta que o governo não chegou ainda a uma decisão. Após reunião com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, Braga estimou que uma definição sobre o tema pode sair no começo da próxima semana.

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“Imaginávamos definir hoje novas medidas para o setor, cujas discussões estão em curso, mas não houve definição. Marcamos uma nova reunião para a próxima segunda-feira (25) com a presidente Dilma e o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP)”, disse Braga ao retornar ao ministério.

Segundo ele, se a reunião de segunda-feira for conclusiva, o governo anunciará as próximas ações na terça-feira (26). “Estamos discutindo mais de uma medida, mas elas podem vir todas em um único ato”, acrescentou.

Braga já havia dito na segunda, 18, que o governo está estudando medidas regulatórias que possam estimular e reduzir os custos da cadeia de petróleo e gás no Brasil. De acordo com ele, essas ações para baratear a produção são fundamentais para o setor, que precisará conviver com um período de baixos preços do petróleo no mercado internacional.

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Na última segunda-feira, o governo publicou decreto com novas regras sobre conteúdo local na cadeia de petróleo e gás, aliviando pressões de multas acumuladas no setor. Nessa terça, 19, Braga esteve reunido com a diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, justamente para discutir a formatação de novas propostas.

Questionado nesta quarta, 20, sobre o teor das medidas em discussão, o ministro não quis adiantar nenhum detalhe, alegando ser possível que nem todas as ações propostas sejam de fato implementadas.

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Royalties

Fontes do setor, no entanto, adiantaram ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deverá manter – em decisão a ser publicada nesta quinta, 21, no Diário Oficial – a atual sistemática de apuração do preço mínimo que serve de base para o cálculo da cobrança dos royalties e da participação especial na exploração de petróleo.

Uma mudança em estudo pela ANP e defendida pelo Governo do Estado de Rio de Janeiro aumentaria o custo desses pagamentos para as companhias, mas não será aplicada.