O Bradesco informou nesta sexta-feira, 5, que revisou suas projeções para a Selic e agora espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aplique um corte de 1,25 ponto porcentual na próxima reunião, marcada para o fim de maio. A previsão anterior era de uma redução de 1,0 pp.

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O Bradesco aposta que, depois disso, o BC realize um corte de 1,0 pp e outros dois de 0,5 pp. Com isso, o ano terminaria com a Selic a 8,0% ao ano, mantendo-se nesse nível até o fim de 2018. Antes, a instituição financeira acreditava que a taxa básica de juros chegaria ao fim de 2017 ao nível de 8,5% ao ano e permaneceria assim até o fim do ano que vem.

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As revisões, argumenta a equipe econômica do banco, são justificadas por índices de inflação menores do que o esperado e a expectativa de que os preços vão continuar com o processo de desaceleração. Além disso, a instituição diz que os dados econômicos conhecidos recentemente indicam uma saída gradual da recessão.

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Os analistas do banco ponderam, no entanto, que este cenário está condicionado ao “bom encaminhado” da reforma da Previdência. “Diante desses elementos e considerando que o avanço da tramitação da reforma da Previdência acontecerá dentro do esperado, ajustamos nossa expectativa para os próximos passos da política monetária, com o Copom tendendo a antecipar o ciclo de queda da Selic”, diz o relatório.

Reconhecendo que a inflação tem apresentado índices menores do que o esperado, o Bradesco revisou para baixo a sua projeção para o IPCA de 2017, de 3,9% para 3,7%. A estimativa para 2018 também foi alterada para um nível mais baixo, de 4,5% para 4,1%. “A evolução moderada da atividade econômica continua se traduzindo em um processo desinflacionário mais disseminado e persistente”.

Em relação ao PIB, o banco mudou a expectativa para o primeiro trimestre, de crescimento de 0,3% para 0,7%. Para o ano inteiro, no entanto, foi mantida a projeção de expansão de 0,3%.