A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve viver dias de muita volatilidade esta semana em função do vencimento de índice futuro na quarta-feira e de opções sobre ações no dia 18, além da agenda cheia de indicadores econômicos nos Estados Unidos e também no Brasil. Em meio a essa oscilação esperada, o mercado deve continuar focado na trajetória do juro norte-americano que subiu na semana, o que motivou um ajuste nas bolsas mundiais, interrompendo uma onda de recordes de pontuação.

Na semana passada, a Bovespa cedeu 2,05%, mas terminou a sexta-feira em alta de 0,54%, reagindo positivamente à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que baixou o juro em 0 50 ponto porcentual, para 12% ao ano e, principalmente, ao avanço das bolsas em Nova York e ao recuo do juro de 10 anos nos EUA. O juro do papel de 10 anos segue acima de 5% ao ano, mas mostrando menos fôlego de alta. Com isso, o mercado de ações deve retomar o sinal positivo num dia fraco de indicadores econômicos. O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, abriu em alta e avançava 0,34%, aos 52.508 pontos, às 10h20. Nos EUA, os índices futuros recuavam, enquanto que na Europa as bolsas registravam ganhos significativos.

Embora a expectativa seja de uma semana de muita oscilação nos preços das ações, a percepção dos analistas é de que o quadro voltou a ficar bom para a Bovespa.

O banco Goldman Sachs incluiu hoje entre as suas dez principais recomendações globais (Top Ten trades) a abertura de uma posição comprada nas ações brasileiras e mexicanas. Em nota para clientes, o economista Dominic Wilson afirma que sua avaliação estrutural do mercado acionário tem sido consistentemente positiva neste ano, ancorada num cenário econômico global muito favorável a esses ativos.