A Bolsa de Valores de São Paulo sinaliza mais um dia de recuperação, acompanhando o comportamento do mercado internacional. O índice Bovespa, principal referência da negociação de ações no pregão, abriu em alta e registrava ganho de 1,54% às 10h10, a 55.415 pontos. O pregão teve início logo após a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE na sigla em inglês) norte-americano, mostrando que a inflação segue sob controle nos EUA.

Como os dados divulgados nos EUA foram benignos, o mercado está conseguindo se sustentar em alta, ajudado também pelos balanços favoráveis apresentados nos EUA. As ações da General Motors subiam 7,6% no pré-mercado, após a montadora anunciar lucro acima das previsões no segundo trimestre, revertendo o prejuízo registrado no mesmo período do ano passado.

Nem a alta dos preços do petróleo está interferindo no humor dos investidores. Os preços do óleo em Nova York atingiram nova máxima de 11 meses, a US$ 77,39 o barril. Operadores afirmaram que a confiança renovada do mercado possibilita um teste do recorde histórico do petróleo em Nova York em US$ 78,40 por barril, mas apontaram para a necessidade de novos sinais positivos sobre a saúde da economia global para uma disparada dos contratos do petróleo.

Apesar dessa melhora – ontem a Bovespa subiu 3,12%, aos 54.572 pontos – os especialistas ainda estão cautelosos e não descartam novas perdas. "O mercado está muito machucado, após o tombo da semana passada, sensível ao noticiário sobre a crise no mercado de crédito imobiliário americano. Há dúvidas se essa melhora é passageira ou não. O mercado exagerou e agora está corrigindo os preços. Não houve mudança de fundamento que justificasse o ajuste negativo da semana passada", diz um analista.

A Bovespa opera na expectativa da divulgação, nesta terça-feira (31) à noite, dos balanços da Vale do Rio Doce e da Brasil Telecom, após o fechamento dos mercados.