O noticiário no exterior não foi muito diferente do de ontem e a Bolsa de Valores de São Paulo registrou nesta sexta-feira (10) mais uma queda. O Ibovespa, principal índice, cedeu 1,48% e fechou aos 52.638 pontos. Em um mês, o índice já acumula baixa de 5,80%.

No resto do mundo, as bolsas de valores também caíram. A razão continua a ser o temor de que a crise do crédito imobiliário norte-americano se alastre para o setor de crédito como um todo, provocando desaceleração econômica nos EUA. Na Europa, o mercado de Londres registrou um tombo de 3,71%.

Mas, no fim do dia (após o fechamento das bolsas européias), as bolsas nova-iorquinas diminuíram as perdas, com os investidores um pouco mais tranqüilos depois que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) injetou dinheiro no mercado. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, recuou 0,24% e o Nasdaq, da Bolsa eletrônica, perdeu 0,45%.

Intervenções

Pelo segundo dia seguido, os bancos centrais da zona do euro e dos EUA intervieram no sistema financeiro de suas regiões para aliviar a escassez de recursos. O Banco Central Europeu emprestou aos bancos US$ 83,5 bilhões. Ontem, o BCE já havia emprestado US$ 130 bilhões. O Fed, por sua vez, realizou três operações nesta sexta-feira, no total de US$ 38 bilhões, ante os US$ 24 bilhões de ontem.

Por um lado, o dinheiro socorreu bancos com dificuldades de financiamento e mostrou que os bancos centrais estão dispostos a lutar contra uma crise financeira. Por outro, os recursos indicam que a turbulência nos mercados pode se estender por mais tempo do que o imaginado anteriormente.

Estréia

A novata CCP ON, resultado de cisão parcial da Cyrela, esteve entre os destaques de baixas do dia. O papel perdeu 3,88% e ocupou o terceiro lugar na lista das maiores desvalorizações do Ibovespa.