Economia

Binance recupera US$ 6 bilhões e libera saques após ataque hacker

Uma imagem de close-up foca nas mãos centralizadas de uma feirante de meia-idade e de um cliente idoso em uma feira de rua brasileira ao ar livre e movimentada. A feirante, com um avental floral, está colocando várias notas de Real brasileiro usadas de várias denominações (visíveis, mas ligeiramente desfocadas) diretamente na palma aberta e envelhecida do cliente. Suas mãos estão entrelaçadas, centralizadas na composição. A feirante olha para a transação com um sorriso gentil, enquanto o cliente idoso olha com uma expressão de satisfação. O fundo é um borrão quente e vibrante de atividades do mercado, barracas desfocadas com frutas e vegetais, outras pessoas e a luz do sol da tarde. A fotografia documental e autêntica tem grãos visíveis e profundidade de campo muito rasa, focando apenas no dinheiro e no ponto de contato das mãos. A iluminação é natural e quente.
Dinheiro Real mudando de mãos: Uma transação de mercado de rua captura o fluxo diário e a interação humana do comércio local. Foto: Imagem criada por Inteligência Artificial.

A maior corretora de criptomoedas do mundo liberou parcialmente os saques neste domingo (1º) depois de recuperar 95% dos US$ 6,3 bilhões subtraídos no maior roubo cibernético já registrado no setor. O ataque ocorreu na sexta-feira (30) e atingiu a plataforma Binance. As informações são da Gazeta do Povo.

A empresa informou que os depósitos continuam funcionando normalmente e não foram comprometidos pelo incidente. A retomada dos saques acontece de forma gradual, conforme as verificações de segurança são concluídas. Clientes podem acompanhar as atualizações pelo site oficial da companhia.

A Binance garantiu 100% dos saldos em dez criptomoedas: BTC, ETH, USDT, BNB, SOL, USDC, XRP, USD1, RLUSD e ZEC. Os 5% restantes correspondem a tokens menos líquidos no mercado, que demandam mais tempo para serem repostos na escala necessária, segundo a plataforma.

Grupo norte-coreano é apontado como responsável

Duas empresas especializadas em segurança digital e combate a crimes financeiros atribuíram o ataque ao grupo TraderTraitor, vinculado à Coreia do Norte. O roubo supera o golpe de US$ 1,5 bilhão sofrido pela Bybit em fevereiro de 2025, também associado ao governo norte-coreano.

A suspensão temporária dos saques foi adotada como medida preventiva enquanto as equipes trabalhavam para conter as perdas, avaliar o impacto e restaurar os serviços afetados. Na sexta-feira, a corretora conseguiu congelar cerca de US$ 3 bilhões em ativos com apoio de parceiros do setor de blockchain.

Empresa assume prejuízo e garante proteção aos usuários

A Binance reafirmou neste domingo que absorverá integralmente o impacto financeiro do roubo. A cobertura será feita por meio do fundo de proteção e outros recursos da companhia, sem prejuízo aos investidores. A plataforma destacou que os fundos dos usuários permanecem seguros.

Fundada por Changpeng Zhao em Xangai, a Binance transferiu as operações para fora da China em 2017, após restrições ao comércio de criptomoedas, e passou a operar internacionalmente sem sede central única. Zhao foi condenado nos Estados Unidos em 2025 a quatro meses de prisão por lavagem de dinheiro e deixou a direção da empresa, mas recebeu perdão presidencial de Donald Trump neste ano.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.