O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, disse nesta quinta-feira (14) que os Estados terão de competir entre si pelos recursos que serão destinados ao novo Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR). O governo tem evitado falar em cifras antes de uma nova reunião do presidente Lula com os governadores, mas Appy garante que, no mínimo, a nova política de desenvolvimento regional terá a sua disposição – em valores atualizados – os mesmos R$ 6,3 bilhões aplicados em 2006 de forma dispersa por cinco fundos regionais.
A diferença é que, em vez de serem usados apenas para empréstimos e subsídios ao setor produtivo, como hoje, os recursos – 40% inicialmente – também serão canalizados para projetos de "investimento estruturante", de interesse dos governadores. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste continuarão sendo as principais beneficiárias, mas terão de disputar as verbas por meio de projetos.
"Queremos estabelecer uma política de competição, de modo que aqueles projetos de maior retorno econômico e social sejam executados. Essa competição é boa porque gera maior eficiência na política", disse Appy, depois de apresentar a proposta no Senado.


