A Rússia enfrentará um segundo ano seguido de contração em 2016 e seus problemas econômicos terão impacto maior do que se estimava nos países do Leste Europeu e da Ásia Central com os quais Moscou tem estreitos laços comerciais e financeiros, segundo avaliação feita hoje pelo Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BERD).

Por outro lado, o BERD ponderou que o lançamento do programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês) pelo Banco Central Europeu (BCE) melhorou as perspectivas de crescimento das nações das regiões central e sudeste da Europa que têm forte relação comercial com a zona do euro.

A queda nos preços do petróleo, as sanções impostas a Moscou pelo Ocidente e a diminuição da confiança dos investidores vão levar a Rússia a apresentar forte retração no Produto Interno Bruto (PIB) este ano, de 4,5%, prevê o BERD. Em janeiro, o banco projetava um declínio ainda maior em 2015, de 4,8%.

Na primeira previsão para 2016, o BERD estima que a economia russa encolherá mais 1,8%. O governo russo, por sua vez, espera ver crescimento de 1,5% a 2,5% no próximo ano. Fonte: Dow Jones Newswires.