O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a prorrogação por mais um ano da desoneração do IPI para produtos da construção civil. “Os produtos que já estão desonerados continuarão por mais um ano”, disse, explicando que o governo vai renovar também o sistema vigente para a cobrança do PIS/Cofins para o setor. Segundo o ministro, o governo prepara as medidas e a renovação da desoneração entra em vigor em 1º de janeiro, com a posse da presidente eleita Dilma Rousseff. O anúncio foi feito durante almoço fechado para empresários do setor da construção civil, no Congresso Brasileiro do setor, na sede da Fiesp, em São Paulo. O discurso de Mantega foi divulgado pela Fazenda, no site do ministério, após o almoço.

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O ministro disse que estudará também outras medidas propostas pelos empresários referentes à cobrança do IPI e da Cofins, além da extensão do benefício a outros setores. Sem dar mais detalhes, o ministro disse que, para isso, terá uma nova reunião de trabalho com empresários.

“E vamos continuar viabilizando mais crédito porque (a construção) é um setor que precisa de muito crédito”, disse, ao anunciar a prorrogação. “E vamos continuar com as desonerações – isso é uma palavra chave aqui no encontro”, emendou, sendo aplaudido pelos empresários presentes.

Lembrando que tinha sido confirmado para continuar à frente da Fazenda, o ministro disse que o “governo vai continuar promovendo política de estímulo ao setor da construção”. “Esse é um compromisso que estou firmando”, disse, lembrando que o setor tem grandes perspectivas. Como exemplo, citou a segunda fase do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida e do PAC 1 e 2.

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Mantega disse que o setor é um “dos principais motores do desenvolvimento econômico brasileiro” e crescerá 13% em 2010. “Será o melhor ano das últimas décadas”, afirmou, acrescentando que o setor é o maior gerador de empregos formais no País.

“O governo Dilma vai continuar estimulando o desenvolvimento econômico no País”, afirmou Mantega, frisando que será um “desenvolvimento sustentável” que não gere desequilíbrios – nem fiscal nem com a volta da inflação. O ministro disse que, passada a superação do impacto da crise internacional, este é o momento de reduzir os gastos do governo. “Vamos fazer um programa de redução de gastos de custeio”, disse, explicando que já recebeu autorização de Dilma.

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“Nós estamos juntos. Contem comigo. Sou parceiro de vocês. No próximo mandato, garanto que a indústria vai continuar tendo esses excelentes resultados que tem hoje”, afirmou, finalizando o discurso de pouco mais de 16 minutos para os empresários da construção civil.