A ex-ministra do Planejamento Miriam Belchior será a nova presidente da Caixa Econômica Federal. A presidente Dilma Rousseff também já decidiu mudar o comando do Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mas ainda não o fez porque há um impasse envolvendo essas substituições.

Nem Paulo Rogério Caffarelli, ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda, nem Alexandre Abreu – atual vice-presidente de crédito do Banco do Brasil – querem dirigir o BNDES. Os dois candidatos estão de olho no mesmo cargo: a presidência do Banco do Brasil.

O assunto rondou a reunião desta sexta-feira, 9, entre Dilma e os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil), Miguel Rossetto (Secretaria Geral da Presidência), Pepe Vargas (Secretaria de Relações Institucionais), José Eduardo Cardozo (Justiça), Ricardo Berzoini (Comunicações) e Jaques Wagner (Defesa).

Além dos bancos públicos, há vários cargos do segundo escalão em disputa. Na lista estão diretorias da Eletrobras, Chesf, Codevasf, Sudene e Dnit.

A presidente quer fazer mudanças, dar uma “chacoalhada” na equipe e já avisou que nenhum aliado terá “porteira fechada” em ministérios e estatais. No jargão político, “porteira fechada” significa o preenchimento vertical dos cargos de uma pasta ou empresa por indicação de um só partido.

Dilma marcou a primeira reunião ministerial do ano para o próximo dia 27. Até lá, espera ter resolvido as principais pendências com os partidos que compõem a coalizão de governo. A estratégia é chegar à eleição que renovará a Mesa Diretora da Câmara e do Senado, no dia 1.º de fevereiro, sem grandes arestas com o PMDB. Desafeto do governo, o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), vai disputar a presidência da Casa contra os deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Júlio Delgado (PSB-MG).