O presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Alan Greenspan, disse ontem que há ?muito pouca evidência? de que os bancos centrais estrangeiros venham a abandonar o dólar, referindo-se a iniciativas como a do BC coreano de aumentar suas reservas em euro. Greenspan disse que essas mudanças são ?ajustes técnicos? em seu testemunho ontem diante do Comitê Orçamentário do Congresso.
Segundo o presidente do Fed, os investidores estrangeiros irão continuar a considerar os ativos norte-americanos como de ?primeira classe?. Ele disse que é possível que quem vem compondo muitas reservas em dólar decidam por fim que compraram muita moeda americana. ?Mas isso não está acontecendo ainda?, disse.
?Devo dizer que há muito pouca evidência de que isso esteja sequer acontecendo, embora tenha havido rumores na imprensa de que vinha ocorrendo uma fuga significativa do dólar?, disse Greenspan.
Déficits e previdência
Greenspan reiterou que a economia americana cresce em um ritmo de expansão razoavelmente bom, mas que o governo precisa conter seus gastos.
?Lidar com os desequilíbrios do governo vai exigir um exame minucioso tanto dos gastos quanto dos impostos. Aumentos de impostos de dimensões suficientes para solucionar com nossos problemas fiscais, no entanto, colocam riscos significativos ao crescimento econômico?, disse o presidente do Fed.
?A exata magnitude de tais riscos é difícil de mensurar, mas, a meu ver, são preocupantes o suficiente para recomendar que tratemos primeiro, se possível, do déficit fiscal, se não completamente, ao menos do lado dos gastos.?
Greenspan voltou a dizer que apóia o plano do presidente George W. Bush de privatização parcial do sistema previdenciário e disse que o Congresso precisa pôr novamente em vigor regras que exigiriam que cortes de impostos e gastos fiquem equilibrados no orçamento.


