O Banco Central registrou perdas recordes em março com operações de swap. No mês passado, os prejuízos somaram R$ 34,512 bilhões. Esse desempenho teve um forte impacto nas contas públicas e levou a um gasto também recorde com juros, de R$ 69,489 bilhões.

Ao longo de 2014, o BC teve perdas de R$ 17,329 bilhões com a oferta de hedge ao mercado. No acumulado do primeiro trimestre de 2015, o prejuízo da instituição com essas operações está em R$ 51,023 bilhões, também um recorde.

Em 2013, o BC acabou registrando prejuízo com os leilões de swap da ordem de R$ 1,315 bilhão. Já em 2012, entraram para o caixa da autarquia R$ 1,098 bilhão. O programa de oferta diária de swaps cambial já foi encerrado, mas a autoridade monetária continua rolando seu estoque.

De acordo com o BC, esses leilões e também os de linha (dólares com compromisso de recompra) já forneceram “volume relevante” de proteção cambial ao agentes econômicos. O programa teve início em 22 de agosto de 2013 e foi renovado duas vezes, sofrendo ajustes.

No início, a chamada “ração diária” injetava US$ 2 bilhões no mercado semanalmente. Atualmente, o volume com a rolagem é de US$ 500 milhões por semana. O BC informou também que os swaps cambiais que vencerão a partir de 1º de maio deste ano serão renovados integralmente. O BC levará em consideração a demanda pelo instrumento e as condições de mercado.

Já os leilões de linha continuarão a ser realizados de acordo com as condições de liquidez do mercado de câmbio. “Sempre que julgar necessário o Banco Central do Brasil poderá realizar operações adicionais por meio dos instrumentos cambiais ao seu alcance”, explicou o BC.