O juro médio no crédito livre ficou em 34,2% em março, segundo dados divulgados pelo Banco Central. Esse foi o segundo mês seguido em que a taxa recuou, já que a média de fevereiro havia ficado em 34,3%. O juro médio recuou liderado pelas operações para pessoas físicas, cuja taxa passou de 41,9% em fevereiro para 41% no mês passado. Nas operações para pessoas jurídicas, a dinâmica foi contrária e o juro médio passou de 25,9% para 26,3%.

O BC também informou que o spread médio (a diferença entre o custo pago pelo banco para captar recursos e o juro que ele cobra dos clientes) das operações de crédito com recursos livres caiu de 24,3 pontos para 24,1 pontos. Essa redução ocorreu nas transações para pessoas físicas, cuja margem caiu de 30,8 pontos em fevereiro para 29,7 em março. Nos empréstimos para pessoas jurídicas, o spread subiu de 16,9 pontos para 17,1 pontos.

Inadimplência

A taxa de inadimplência média no crédito livre oscilou de 5,3% em fevereiro para 5,2% em março, segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central. Essa foi a segunda vez seguida que houve melhora no indicador, mas o número continua superior ao observado há um ano, quando estava em 5%.

Segundo o BC, a queda dos atrasados aconteceu principalmente nos empréstimos para pessoas físicas, cuja taxa caiu de 7,3% para 7%, na comparação mensal. Nas operações para as pessoas jurídicas, a inadimplência passou de 3,7% para 3,6%, na mesma base. Há um ano, a inadimplência das famílias estava 8,4% e, nas empresas, em 2,6%. No conceito adotado pelo BC, a inadimplência consiste no atraso superior a 90 dias nos pagamentos relativos a empréstimos e financiamentos.

Base Monetária

A base monetária – que é total do papel moeda emitido somado às reservas bancárias – teve contração de 2% em março, na comparação com fevereiro na média dos saldos diários. Segundo o Banco Central, a base caiu de R$ 161,879 bilhões em fevereiro para R$ 158,721 bilhões no mês passado, por esse conceito. Apesar dessa retração mensal, o valor apresenta expansão de 20,1% no acumulado em 12 meses.

No conceito de ponta, que leva em conta o saldo no fim do período, a base monetária teve expansão de 1,5%, de R$ 154,334 bilhões em fevereiro para R$ 156,710 bilhões em março. No acumulado em 12 meses, por esse conceito, o valor teve expansão de 16%.